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AVC é primeiro no ranking de causas de mortes no Brasil

Agilidade no atendimento reduz riscos e sequelas

“O acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE), popularmente conhecido como derrame, constitui importante fator de mortalidade e incapacidade física na população e é um dos maiores problemas contemporâneos de saúde pública. Atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano”, revela o médico neurorradiologista intervencionista Gelson Koppe, chefe do serviço de Neurologia do Hospital VITA. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a adoção de medidas urgentes para a prevenção e tratamento da doença.

Koppe relata que no Brasil, são registradas cerca de 68 mil mortes por AVC anualmente. O problema representa a primeira causa de morte e incapacidade no país, gerando grande impacto econômico e social.

O risco de AVC aumenta com a idade, sobretudo após os 55 anos. O aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas. Indivíduos da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame e segundo o Ministério da Saúde, o fumo é responsável por cerca de 25% das doenças vasculares.

O médico explica que há dois tipos de AVC: o isquêmico (85% dos casos), provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos, e o hemorrágico (15% dos casos), ligado a quadros de hipertensão arterial que causa sangramento dentro do tecido cerebral.

No AVC isquêmico (AVCI), os sintomas dependem da área do cérebro onde ocorre a insuficiência no fluxo sanguíneo e tem diferentes causas, sendo que o responsável, na maioria das vezes, é um êmbolo (trombo ou coágulo), que solto na corrente sanguínea vai ocluir um vaso à distância.

Por isso, no combate à doença são essenciais os programas de prevenção, uma vez que 90% dos casos podem ser evitados. No entanto, quando ocorre o AVCI, o paciente pode ser tratado se chegar rapidamente a um hospital preparado, inclusive com reversão total dos déficits. Para que isto seja possível, torna-se necessária a educação continuada das pessoas para reconhecerem quais sintomas possam ser indicativos de um AVC.

Sintomas: O AVCI apresenta fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e da sensibilidade de um lado do corpo. Já o tipo hemorrágico, o médico conta que traz avisos, como alteração motora, paralisia de um lado do corpo, distúrbios da fala e sensitivo, além de alteração no nível de consciência, mas todos os sinais dependem do local do cérebro que foi acometido. “É o mais grave e tem altos índices de mortalidade. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do AVC”, ressalta Koope.

O tratamento do AVC pela técnica endovascular foi possível pelo desenvolvimento tecnológico dos equipamentos, o surgimento de novos materiais e medicamentos específicos, tornaram a realização dos procedimentos endovasculares para tratamento da etiologia do AVCI, menos desconfortáveis, precisos e fundamentalmente seguros. “Tornaram-se uma prática diária no tratamento da doença vascular cerebral, nas mais variadas indicações e localizações. Dos tratamentos hoje reconhecidos pela comunidade médica, a terapia endovascular do AVC agudo por resgate do trombo (coágulo), é a forma menos agressiva e eficaz de minimizar o dano ao paciente e restabelecê-lo à sociedade”, destaca.

O especialista explica que neste tratamento o neurorradiologista intervencionista se utiliza do acesso natural ao cérebro por meio dos vasos sanguíneos. Um microcateter (com diâmetros pequenos de até meio milímetro) é introduzido, por um cateterismo superseletivo, nos vasos cerebrais até chegar ao vaso ocluído para fazer a desobstrução, retirando o trombo e liberando fluxo sanguíneo para a área isquêmica. ​

 

Matéria completa: https://www.segs.com.br/saude/88184-avc-e-primeiro-no-ranking-de-causas-de-mortes-no-brasil

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Em cada seis pessoas, uma corre o risco de sofrer AVC isquêmico

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é o conjunto de sintomas decorrentes da falta de irrigação em determinada área do cérebro. O órgão utiliza 20 a 30% do volume sanguíneo do organismo, caso ele esteja privado do suprimento de sangue, aproximadamente dois milhões de neurônios morrem por minuto. “Portanto, quanto mais rápido o paciente chegar a um hospital com equipe especializada para atendê-lo, maior será a possibilidade de minimizar as sequelas do AVCI”, explica Dr. Gelson Koppe, médico neurorradiologista intervencionista e responsável pela equipe de Hemodinâmica do Hospital VITA Curitiba.

Em cada seis pessoas, uma corre o risco de ser acometida por AVCI. Sendo que 80% dos casos são de origem cardíaca, por fibrilação atrial ou outras doenças relacionadas ao coração. O restante dos casos são consequência do entupimento das artérias por placas de gordura (arterosclerose), ou ainda por doenças inflamatórias das paredes das artérias.

Segundo o médico, todos estão sujeitos ao AVCI, mas a predisposição aumenta no decorrer da idade, principalmente após os 55 anos e está ligada a doenças prévias como diabetes, hipertensão arterial, tabagismo (25% dos casos), alteração das gorduras (formando placas de ateromas), sedentarismo, obesidade, uso de drogas ilícitas, alterações sanguíneas hereditárias. Em menor porcentagem estão os traumas em geral.

 

Diagnóstico
Dr. Gelson explica que para se fazer o diagnóstico adequado, após ser examinado pelo médico da urgência/emergência, o primeiro exame é a tomografia e angiotomografia, onde se observa se já existe uma lesão definida ou não, qual a área do cérebro afetada e o tipo de AVC.

Tratamento

O mais importante é o reconhecimento de que este paciente está tendo o AVC e o encaminhamento urgente para um serviço especializado. O médico explica que hoje o tratamento do AVC pode ser feito com medicações trombolíticas que, quando administrados via venosa podem dissolver os coágulos, mas só pode ser instituída até 4 a 5 horas do início dos sintomas pelo risco de sangramento, além de atuar melhor nos pequenos vasos sem resultados efetivos quando são artérias do cérebro de maior calibre. Ainda se pode em casos específicos, e marcadamente acima de 5 horas, por cateterismo, chegar rapidamente ao território onde está o coágulo e retirá-lo restituindo a circulação do cérebro.

Prevenção

A prevenção é essencial para diminuir a incidência do AVCI e seu elevado custo econômico e social que abala a população. “Consultar um médico anualmente, prevenir e tratar as doenças de base como diabetes, hipertensão arterial, colesterol e suas frações, não fumar e manter atividades físicas regulares são as chaves para minimizar as chances de ter um AVCI”, alerta Dr. Gelson.

Sintomas

– Amortecimento inesperado e ou perda da força de um lado do corpo;

– Paralisia de um lado da face;

– Alteração na articulação das palavras ou dificuldade para falar;

– Perda ou alteração súbita da visão;

– Alteração no nível de consciência;

– Perda total da consciência (desmaio).

Riscos e sequelas

Dependendo da área cerebral afetada, as sequelas podem ir desde um amortecimento de um dos membros ou face, até a paralisia total de um lado do corpo incapacitando definitivamente este paciente. Quanto mais tempo passe da hora inicial do AVCI, maior são as chances de sequelas definitivas e até a morte, dependendo da área do cérebro afetada e a extensão de tecido cerebral afetada. “O reconhecimento dos sintomas e o envio do paciente o mais rápido possível a um serviço especializado é o suporte principal e a maior chance de minimizar sequelas que os familiares podem dar ao paciente”, enfatiza Dr. Gelson.

 

Matéria completa: http://curitibanewsprime.com.br/?p=36753

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AVC requer atendimento rápido

Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das doenças que mais matam, o AVC (também conhecido como derrame) necessita de tratamento especializado e, principalmente, atenção aos sintomas. O mal atinge cerca de 16 milhões de pessoas por ano no mundo, sendo que, dessas, seis milhões morrem.

De acordo com a neurologista do Hospital VITA Curitiba Diosely de Castro Silveira, a atenção aos sintomas do AVC é fundamental para que se possa fazer o tratamento inicial. “Os sinais da doença aparecem de forma súbita e intensa, podendo ocasionar perda de força ou amortecimento do braço, perna ou face, geralmente apenas de um lado, dor de cabeça intensa, perda do equilíbrio ou da visão, ou ainda dificuldade para falar ou compreender o que está sendo dito”, alerta.

Novos tratamentos – Além do uso de trombolíticos, outras novas tecnologias estão sendo aplicadas. O Hospital VITA Curitiba é um dos pioneiros na técnica de trombectomia mecânica em Curitiba, também conhecida como trombólise mecânica ou terapia de resgate. O método possibilita a captura e retirada dos coágulos, além da recanalização do vaso ocluído sem danificar a artéria envolvida. “Um dispositivo retira o trombo, restabelecendo o fluxo sanguíneo. Ele permite que o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento dos pacientes aumente para até 12 horas, dependendo da localização da obstrução e da circulação colateral do paciente”, informa o neurorradiologista intervencionista do Hospital VITA Curitiba, Gelson Luis Koppe.

Independente do procedimento é imprescindível que o paciente seja encaminhado ao hospital e diagnosticado o mais rápido possível. “A reabertura precoce do vaso ocluído é muito importante na recuperação do paciente, o reconhecimento de qualquer um dos sintomas e o encaminhamento a um hospital preparado para atendimento neurológico o mais rápido é a ação mais importante, pois possibilita uma atuação imediata da equipe especializada, proporcionando melhores resultados no tratamento precoce ao dano cerebral”, conclui Koppe.